Internet sucesso namoro

Me relataram ser vítima de um estupro e não sei o que fazer

2020.10.06 12:20 internalerrorfixed Me relataram ser vítima de um estupro e não sei o que fazer

Trabalho em uma farmaçia e parte do meu trabalho consiste em atender fornecedores pelo telefone. Há 27 dias eu atendi uma ligação, sempre bem educado, e a vendedora depois falar o "script" dela, perguntou minha data de nascimento e acabou pedindo meu contato pessoal. Resolvi passar porque não tinha motivos para não fazer. Talvez era alguém querendo algum tipo de ajuda, dúvida, e que ali na hora não queria perguntar ou estava com vergonha. Mas achei muito estranho perguntarem a data de nascimento, nenhum vendedor nunca fez isso.
Quando cheguei em casa lá estava um áudio com uma voz muito mais linda do que eu lembrava no telefone, comecei a conversar só pra saber o que a pessoa queria. Não tinha foto no perfil, sou feio e tenho vergonha de mim mesmo, mas ela queria saber como eu era. Sempre desconfiado, porque não me perguntava nada, não falava do trabalho, só parecia querer conversar mesmo. E eu conversava, escutava, enviei uma foto. Ela sempre mandava foto, vídeo indo caminhar, dirigindo, voltando da igreja, tudo numa boa. Uma pessoa linda, até demais, pra estar interessada em mim.
Continuo desconfiado, vou atrás de redes sociais, vejo que está participando até de concurso de beleza, crio expectativas mesmo sabendo que não tenho nada a oferecer. Lá vi que faltava poucos dias para o aniversário dela, no dia do aniversário dela espero dar meia noite, mando um vídeo todo envergonhado parabenizando ela, tenho problemas de autoestima então fica tudo bem cringe.
Ai ela começa dizer que queria me conhecer pessoalmente, me liga perguntando se pode vim na minha cidade (moramos há 160km de distância mais ou menos), mas estava tudo acontecendo muito rápido, peço pra ter calma, pra irmos nos conhecendo melhor, até porque até esse ponto as conversar eram bem casuais, eu pouco sabia sobre ela.
Ela saiu com a mãe dela pra comemorar, me manda foto e vídeo com a mãe dela, mas depois relata que achou que seriam só elas duas, mas que a mãe chegou com um rapaz e que ela não gostou dele, diz que "ele tá me testando", pergunto que tipo de teste e ela não responde.
Depois ela comenta que estava muito triste e só queria que eu estivesse lá pra poder dar um abraço nela no dia do aniversário, que tinha sido horrível sair com a mãe, que segurou choro a noite toda, que ela só queria me conhecer no dia do aniversário dela mas que parecia que eu não tinha gostado da ideia. Ai eu abaixo a guarda e crio expectativas, passo a conversar de uma forma mais carinhosa.
Pergunto sobre relacionamento e ela diz que terminou há pouco tempo, mas já estava há um tempo querendo terminar, e não dá mais detalhes. Volto a fuçar as redes e descubro que o intervalo entre o fim de um namoro de 2 anos e começar a conversar comigo é menos de 2 semanas. Volto a ficar triste e desconfiado por ser o consolo de alguém que só quer um relacionamento rebote, e que provavelmente depois de ajudar e reerguer essa pessoa, ela vai só virar as costas e voltar pro ex, que é bem mais bonito do que eu. Mas como ela sempre elogiava meu bom humor, minhas boas sacadas, acabo acreditando nessa de que talvez caráter e conteúdo se sobressaia.
Nesse ponto já estávamos conversando há umas 2 semanas, tentando encaixar uma data no final de semana pra nos conhecermos. Marcamos então para 3 de outubro, eu iria na cidade dela, 160km numa CG 150 pra conhecer alguém da internet numa cidade que nunca fui. Conversamos todos os dias por ligação, ligação de vídeo, falando sobre vida, trabalho.
Faltando 5 dias pra data que combinamos, numa ligação, ela me diz que alguém do trabalho dela arrumou alguém pra ela sair e ela aceitou, mesmo sem nunca ter conhecido a pessoa, disse que sentiu nojo, mas saiu. Beleza, racionalmente falando ela está solteira e faz o que quiser da vida, mas sinto uma falta de respeito do caralho fazer isso.
Ai eu comento sobre ela no trabalho, de forma bem rasa, e começam as histórias de pessoas que sumiram, foram roubadas, abusadas nessas de conhecer alguém pela internet. Decido investigar mais. Facebook, instagram, tiktok, facebook de todos os familiares, irmão, tio, primo, prima, mãe. Vejo que já foi casada (encontro um processo de divórcio) e que o requerente em questão foi o ex-marido. Nessa, já vejo que nos últimos 4 anos ela se casou, ficou 2 anos casada, separou, já engatou um namoro de mais 2 anos e menos de 1 mês depois já está me chamando de amor. Isso aos 24 anos de idade.
Desanimo total, decido parar de conversar e puxar assunto, levo muito a sério relacionamento e ela parece só querer aventuras. Sexta, sábado e domingo se passam. Sábado é o dia que eu iria lá. Ela nem questionou se eu iria ou não, parece não fazer muito caso, fico feliz, era o que eu queria, só me afastar e esquecer ela.
Ontem no horário do almoço dela, me manda uma foto com a cara inchada e de choro. Escrevo um texto dizendo pedindo desculpas, falando que tinha investigado a vida dela e dos familiares por medo de ir lá e acontecer alguma coisa, mas que não daria certo, que tenho coisas pra resolver antes na minha vida, mas que gostava dela, desejo sucesso e felicidades, algo pra terminar na amizade mesmo, num clima bom.
Ela responde que gosta da minha sinceridade, mas que nunca tinha pedido pra eu ir lá, e que o motivo do choro dela era algo muito pior que tinha acontecido domingo, que não conseguiu dormir, acordava chorando e gritando e pensou em me ligar, mas que bom que não tinha feito isso porque eu não me importava com ela. Que se eu fosse bom em investigar, que encontrasse quem seguiu, violentou sexualmente e bateu nela.
Ai eu desmontei, dor na barriga, tremedeira, ânsia de vomito, não sabia o que falar, aliás estou sentindo isso agora só de escrever e lembrar. Olhava pra tela do celular e não sabia o que digitar, só pensava nela sozinha em casa podendo fazer alguma besteira.
Eu jamais imaginaria que algo assim tivesse acontecido, mas ai já era tarde, ela só sabia falar que eu não me importava com ela, que era melhor assim mesmo, me afastando, e eu querendo demonstrar que mesmo não querendo um relacionamento, me preocupava sim com a vida de outra pessoa. Começou a falar que está cansada de ser julgada, que antes estava em um relacionamento abusivo, que hora eu era muito legal, mas hora eu julgava ela demais, que não era pra ter pena se nem intenção de conhecer ela eu tinha e que só queria uma amizade sincera.
Pergunto se ela está bem, se está com alguémm, responde que está em casa com medo, sozinha, com medo de ir trabalhar. Pergunto se ela conversou com alguém sobre isso e diz que não, falo pra deixar eu pelo menos escutar ela, que poderia falar o que fosse e eu ia dar suporte para o que precisasse, só que ai ela volta a discutir sobre eu parar de falar com ela, que não tinha motivo pra confiar em mim e que eu não gostava dela.
Confesso que usei de chantagem, que se não falasse comigo eu entraria em contato com a mãe e/ou irmão pra contar aquilo que ela estava me falando pra poderem ajudar ela, que se eu não conseguisse ajudar, iria encontrar alguém que consegue. Meu maior medo nesse momento era dela fazer alguma besteira, suicídio ou me bloquear e sofrer sozinha. Já estava procurando sobre o que fazer numa situação dessas na internet, o que falar, o que fazer, mas é tudo resumido em não culpar a vítima (óbvio, nunca faria isso) e escutar, mas como escutar alguém que não tem mais vontade/confiança de falar com você?
É isso, não sei como/o que/quando/quem falar, se acredito nisso ou não. Só quero o bem dela, mas não sei o que é o certo a se fazer. Jamais me perdoaria de "abandonar" alguém numa situação assim, mas sei que eu não sou a pessoa certa pra ajudar, que a família seria a melhor opção. Preciso de ajuda.

Update: ela disse que conversou com alguém do trabalho e essa pessoa marcou médico pra ela. Elogiei, disse que era bom que ela conseguiu conversar com alguém, e que seria ótimo também ir na delegacia da mulher pra relatar o crime. Enviei o link do CVV - Centro de Valorização da Vida, disse que lá ela teria pessoas mais instruídas pra conversar, de forma totalmente anônima e que iriam ajudar ela se precisasse. Terminei com um "boa noite". Ela respondeu com um "Obrigada" e "Boa noite". Considero minha parte feita, não vou mais mandar mensagem. Sendo verdade a história do estupro, ela agora vai receber ajuda de quem pode ajudar mais do que eu. Sendo mentira, conseguiu estragar um dia da minha vida me sentindo mal e quase vomitando de ansiedade, mas vou sobreviver e ter história pra contar, e até evitar futuros problemas semelhantes.
submitted by internalerrorfixed to desabafos [link] [comments]


2020.08.17 05:18 DemonFranco Vivi por 20 anos preso em minha própria melancolia.

Olá, comunidade do Reddit! Esse é meu primeiro post aqui :) Meu intuito neste, especificamente, é conseguir pelo menos um pouco de calor humano (metaforicamente, claro) pois sinto que minhas feridas nunca foram cicatrizadas, desde a primeira delas.
Bom, pra começar minha história: minha infância foi marcada por conturbações no casamento de meus pais. A diferença de personalidade dos dois gerou brigas cada vez mais pesadas e incontroláveis. Chegaram ao ponto que já não existia mais companheirismo e meu pai começou a beber e trair minha mãe. Me recordo vividamente de cenas terríveis, como ele estar horas no banho a horas e quando entro pra ver se está bem, na verdade ainda estava de roupa e dormindo no chão molhado. Ou até momentos de alteração violenta onde, por medo, eu me trancava no quarto e ficava debaixo da coberta até o dia seguinte depois que ele saía pra trabalhar. Nunca fui violentado fisicamente (minha mãe, infelizmente, sim), mas acho que meu pai estava tão perdido dentro de si que esqueceu que tinha um filho, então eram raras as vezes que sequer trocávamos olhares ou palavras, e quando acontecia era frio e passageiro. Pra tornar tudo ainda mais tenso, nossa situação financeira nunca foi boa: vivíamos peregrinando entre aluguéis mais baratos, acumulando prestações não pagas e até mesmo alimento chegava a ser escasso. Minha válvula de escape eram meus avós, que moravam na mesma cidade e sempre me acolhiam com mimos. Meu avô, entretanto, morreu quando eu tinha 9 anos e isso foi um impacto enorme que passou despercebido: minha avó entrou em uma depressão que foi negligenciada até o ano passado (2019), quando finalmente tomou a atitude de visitar um psiquiatra e foi diagnosticada. As brigas entre meus pais cessaram, mas isso foi ainda pior pois os problemas que já existiam continuaram a crescer em silêncio. Eu não recebi diagnóstico algum, até porque sempre fugi dos psicólogos em que me jogavam, mas o efeito também foi claro em mim: emagreci quilos em semanas, já não tinha mais vontade de fazer a mais simples das tarefas como cortar cabelo ou sair na rua, me tornei cada dia mais introvertido. Alguns anos depois, meus pais enfim se separaram, mas antes me deram duas irmãs e um irmão (as únicas pessoas a quem posso dizer com sinceridade sentir amor incondicional). A esse ponto, eu me vidrava em videogames e mentia pra mim mesmo sobre a realidade que eu vivia e não queria aceitar.
Essa foi, digamos, a "primeira temporada" da minha história. A segunda foi marcada pela péssima e mal executada decisão de me declarar a uma garota por quem, desde moleque, fui apaixonado, mesmo sendo que não tínhamos nem amizade. Tudo o que eu tinha era um sentimento inexplicavelmente forte, e nenhum tipo de habilidade social pra sequer chegar nela com um simples papo agradável. Porém, ela aceitou meu pedido de namoro. E isso me destruiu, porque na verdade ela queria dizer não, só não disse por """"medo de me magoar"""" e revelou isso depois de 2 anos me iludindo com histórias do tipo "meus pais não me deixam namorar, tenho que focar na escola", etc. Enfim segui minha vida tentando, sem sucesso, superá-la. Felizmente, apesar de introvertido, dois de meus primos viraram meus amigos próximos e isso me ajudou a segurar todo aquele peso de sentimentos que eu não compreendia e mal sabia que tinha. Vivemos anos sendo os nerdolas da escola, sempre juntos e com mais ninguém, até que um desses primos se incomodou com esse estilo de vida (e com razão) e começou a fazer novas amizades; eu e meu outro primo resistimos a isso, o que o separou da gente. Continuamos sendo introvertidos até o penúltimo ano da escola, quando ele também se afastou de mim aos poucos sem razão aparente (hoje, depois de conversarmos, eu sei que era porque não tínhamos mais muito a ver como antes). Meu outro primo, agora extrovertido, se adequou à grande turma da escola facilmente e não demorou pra ficar popular - felizmente pra mim, isso não subiu à cabeça dele e continuamos ótimos amigos até hoje. Ainda nessa época, conheci na internet uma garota de São Paulo que, com uns bons meses de conversa, acabou desenvolvendo sentimentos por mim; eu, carente e introvertido, abracei isso com todas minhas forças e namoramos virtualmente, com vários vai e volta, durante 3 anos. Apesar de que eu me sentia melhor em ser desejado por alguém, essa garota também tinha sérios problemas com depressão e no final só puxamos o pior um do outro. Minha única conquista nessa época foi meu primeiro emprego, da onde tirei dinheiro para ir visitá-la.
E é aqui que eu considero ser a "terceira temporada". Viajei pra SP e passei quatro dias junto com a garota que por 3 anos desejei somente por fotos e vídeos. Mas quando voltei pra casa as coisas já não eram as mesmas: ela só me dava respostas evasivas e ríspidas, parecia até mesmo ter raiva de mim, sendo que, em minha visão, tínhamos conquistado outro nível em nosso relacionamento. Mas ela obviamente não pensava assim e terminou tudo com a seguinte frase: "Estou tirando as pessoas tóxicas da minha vida". Foi esse o estopim pra eu decidir ser extrovertido e começar a viver fora de meu quarto, e eu tive resultados rápidos: fiz novas amizades e até comecei um novo namoro, agora presencial com uma garota que realmente me admirava. Porém, fui perceber tardiamente que pouquíssimas dessas amizades me faziam bem - a mais danosa delas foi a de um feiticeiro três vezes mais problemático do que eu. Como sempre fui uma pessoa muito compreensiva e aberta, relevei seus defeitos gritantes e mantive a ''amizade'' pelo conhecimento esotérico que ele passava (por mais que grande parte deste conhecimento fossem delírios de grandeza de um feiticeiro egomaníaco). Depois de dois anos meu próprio corpo começou a recusar a presença desse sujeito, que insistia sempre em me acompanhar mesmo quando não era conveniente: comecei a ter constantes dores de cabeça quando estava em sua presença, meio que como um aviso do que já era óbvio: aquele cara não prestava. Aos poucos comecei a me aproximar mais da minha namorada e outros amigos como método de me afastar do sujeito, e curiosamente (ou não...), essas pessoas foram abruptamente saindo da minha vida, incluindo minha namorada (agora ex), que era a pessoa em quem eu mais confiava e me dedicava. Ainda inocente e o chamando de amigo, nunca imaginaria que ele poderia ter relação com tudo aquilo, mas não parou por aí: depois que a poeira abaixou e eu consegui superar toda aquela maré estranha de azar, ele ainda usou o nome de minha deusa pra me iludir e usar meu corpo (sendo essa deusa relacionada ao luxo e ao sexo, era um contexto perfeito pra ele). Eventualmente descobri que não fui sua primeira vítima, e toda a imagem de sacerdote sábio que ele outrora passou, do dia pra noite, virou nada mais que um charlatão desesperado. Essa foi a separação mais problemática de todas que eu já tive, pois enquanto eu me afastava cada vez mais, o ego ferido do sujeito nunca deixaria tal afronta passar em branco, e recebi cargas de energia pesada nos meses seguintes. 2019/2020 caprichou muito bem no quesito de desgraças, pois minha mãe, extremamente cabeça dura e ignorante, agora se recusa a trabalhar fichada mesmo sendo que tem três crianças pra sustentar, meu pai passa por cirurgias seríssimas pois contraiu câncer maligno no fígado e isso não deixou de atingir minha vó ainda viva, que tem problemas de coração e toma mais de 300 remédios por mês (palavras dela).
E agora aqui estou eu, solteiro, enganado pela maioria daqueles que chamei de amigos, com uma provável depressão mal resolvida e uma família abalada desde os primórdios de meu nascimento. Felizmente não tenho problemas com autoestima, o que já ajuda muito, mas ao mesmo tempo não tenho motivação em fazer nada que não seja sonhar com uma vida simples, leve e longe de tudo daqui. Hoje, especificamente, está sendo um dia difícil pois minha ficha caiu e tomei consciência da minha situação - chorei muito, escondido. Mas decidi fazer algo a respeito por mais simples que seja: criei uma conta na Twitch.tv pra criar conexões com outras pessoas enquanto jogo, e também este post como o maior desabafo que já fiz na vida. Na verdade, só de ter escrito tudo isso e lido logo após já estou melhor. Mas ainda me sinto sozinho e desamparado, não consigo buscar ajuda com meus familiares pois nunca fui de me abrir pra eles, nem ajuda profissional por falta de dinheiro, e depois de todas essas quebras de confiança fiquei extremamente seletivo a quem eu quero do meu lado, sobrando dois/três amigos com quem posso conversar (e mesmo assim somente meu primo que convive comigo desde criança sabe de toda minha história).
Quem estiver disposto a trocar experiencias e conversar, simplesmente por conversar, ficaria muito grato!
Gratidão a todos que, mesmo não enviando uma mensagem, leram até o final com atenção.
Blessed be. :)
submitted by DemonFranco to desabafos [link] [comments]


2020.05.19 07:09 GabrielCy54 Aproveitando as últimas 24 horas antes dos 17

Olá Reddit, esse é o meu primeiro post oficial no Reddit (sem contar os comentários nos posts de outros users) e bem, normalmente eu prepararia algo no bloco de notas antes de postar qualquer merda, mas decidi fazer um "freestyle" do desabafo, ou seja, preparem-se para muita merda...
Bem, amanhã, dia 20 de maio de 2020, farei meus 17 anos, e como estou em quarentena, tenho muito tempo para bostejar sobre a minha vida, e tbm tenho tristezas para desabafar com alguém, por isso a proposta do sub é muito interessante, enfim, comentário aleatório, mesmo assim, a ideia de desabafar coisas tão pessoais para estranhos na internet é algo assustador para mim, principalmente agora q estou pesquisando bastante sobre privacidade e criptografia.
Eu n gosto muito dos rumos q a minha vida têm levado, no 3° ano do fundamental eu era uma criança isolada e já estava tendo meus primeiros contatos com a solidão, tenho até uma professora q disse pros meus pais q eu tinha umas brincadeiras estranhas pq eu brincava sozinho no recreio... no 4° ano eu conheci um amigo q futuramente iria mostrar ser um merdinha q apenas me tolerava perto dele, mas acho q isso deve ser abordado em outro post.
Sempre fui bastante carente e cresci acreditando q precisava de um amigo para ser feliz, logo, depositava sempre a minha felicidade nos outros e aprendi da pior forma q isso é uma coisa completamente ruim para a saúde mental. Fui aos poucos me destruindo por dentro, chegava da escola e percebia o quanto eu estava sozinho no mundo e q minha existência era algo patético, sei q devo agradecer à Deus, afinal, pelo menos tenho um lar, comida e uma família, mas quando vc tem uma saúde mental completamente fudida, até as coisas mais superficiais acabam se transformando em um problema grave.
Mesmo assim, a solidão e a carência ainda se mantém, e algo q essas pessoas percebem é q, mesmo cercado de pessoas, ainda assim o vazio existe e é assim q eu sinto. Provavelmente a culpa é minha, como sempre, porém eu sou tão inútil q n vejo de forma clara como resolver a merda da minha vida, apenas tento adiar a bomba q está plantada e q uma hora vai estourar. Desde o final de 2017 eu vinha dando sinais de depressão, eu tava levando a vida no tranco e na época eu tinha uma namorada e ela era o meu pilar pra n desabar (lembram da parte de depositar a felicidade nos outros? Então...), aí um dia ela terminou cmg, de início eu tentei levar a vida normalmente, mas aconteceu algo q me fez ver o quão merda eu sou, e aí juntou todos os problemas e o término do namoro e o meu mundo desabou.
17 anos e o meu objetivo ainda é o mesmo: ter sucesso na vida, em todos os sentidos possíveis. Eu cresci em um ambiente onde eu n passava necessidades mas ao mesmo tempo eu n pude ostentar algo, ao contrário das pessoas próximas à mim, e tipo, por eu ser criança e n ter muita noção de pensamento filosófico, eu achava algo muito massa ostentar e q a luxuria era oq eu queria, e n é exatamente isso, mas sim ter sucesso na vida. Tanto financeiramente, quanto socialmente e profissionalmente.
Eu me cobro bastante e sempre quero melhorar a cada dia e ser a melhor versão de mim mesmo, me inspiro em caras fodas como Tesla e Newton q era gênios da ciência, Mark Zuck, Musk e tantos outros bilionários jovens q tiveram sucesso no mundo do empreendedorismo e até mesmo o Aristóteles q foi um puta filósofo q criou novas áreas do conhecimento como a biologia e a economia, sem falar em Jesus Cristo q é até mesmo um exemplo de inspiração para ateus q apreciam os ensinamentos do (na minha crença) filho de Deus.
E tipo, principalmente nessa quarentena, eu vejo o quanto q eu fiquei mais inútil, isso desde 2019 q passei a estudar menos e, mesmo com algumas pessoas dizendo q sou inteligente, ainda assim n acredito e acabo me comparando à outras pessoas e fico com a autoestima lá no chão, bem fundo mesmo.
2018 foi o ano mais produtivo q tive, até pq, por causa da depressão e tals, eu fui ocupar a minha mente com algo e me joguei de cabeça nos estudos, foi muito massa ir pros aulões do colégio e de noite tinha aulas focadas em olimpíadas científicas, estava contente em saber q estava fazendo algo da vida, mas eu ainda n achava q era o suficiente... e aqui no DF temos o "PAS" q é um programa pra facilitar a entrada dos alunos na UnB, é tipo o ENEM só q é divido em 3 fases onde fazemos apenas a prova do ano q estamos fazendo, e o PAS me sobrecarregou tanto q quando terminei a prova, resolvi tirar férias de tudo por 1 semana, só q acabei fazendo merda e agora sou bastante procrastinador, antes eu estudava regurlamente toda madrugada, agora eu tenho poucos momentos onde eu fico empolgado com algo pra estudar, aí depois de uns dias de estudo, eu paro os estudos, enfim, tenho problemas.
Além disso tudo, eu nunca tive facilidade com relacionamentos, algumas barreiras como a timidez eu já venci, mas ainda assim tenho outros problemas, acho melhor tratar disso em um outro post.
Enfim, acho q já escrevi bastante, n espero q este post tenha muita atenção, afinal, outra característica minha é o pessimismo e sempre acredito q o pior vai acontecer, especialmente cmg, e além disso, é de madrugada, n sei se tem muita gente q fica aqui no Reddit de madrugada. Agradeço a quem leu até aqui e se quiser, pode comentar qualquer coisa aí, até mesmo uma ofensa gratuita pra eu rir (sim, eu acho engraçado piada de ofensa gratuita) e bem, é isso... Fiquem com Deus!
Agora irei aproveitar as minhas últimas horas como um garoto de 16 anos com psicológico fudido e q fica vendo shitpost na internet pra esconder as mágoas da vida.
Até a próxima, pessoal!
submitted by GabrielCy54 to desabafos [link] [comments]


2019.08.02 19:44 tiolazaro Enfrentar os traumas do passado uma segunda vez no presente é uma merda

Há pouco tempo atrás, antes de começar terapia há um ano e buscar novas amizades, eu estava congelado e completamente em frangalhos devido ao término de namoro na adolescência (por erros meus e por "sermos jovens demais, temos muito o que viver, temos muito com quem ficar" e tudo mais).
Indo direto ao ponto, desde o começo da terapia eu consegui me reencontrar, fui pra carnaval, fiz novas grandes amizades, encontrei um emprego melhor e mais perto onde sou feliz ate o presente momento e encontrei uma garota que me apaixonei em uma viagem ao exterior, sim, ela é gringa e até então temos aprendido muito um com o outro, em termos de cultura, língua e como nos comunicarmos melhor para que tudo seja mais claro e literal do que ficar dando rodeios por algo.
Acontece que nos últimos meses, minha empresa anunciou que seria vendida e a transição vai acontecer em setembro/outubro. A empresa que comprou é conhecida de alguns colegas aqui e não existem elogios por parte deles. Na internet, mesma coisa. Tudo que se encontra é que a empresa tem um ar de funcionalismo público (pela política de não demitir ninguém em quase hipótese alguma) e aquele elefante branco, super inchado, sem muita perspectiva de crescer financeiramente ou progressão de carreira. Junta isso com a situação nacional que todos nós sabemos como está, me deu um pânico... Me deu uma quebrada internamente, me mantive quieto e muito mais preocupado do que devia, enfim, fiquei muito estranho sem querer falar muito com as pessoas e sem contato.
Quando assumi que estava mal para meu terapeuta, ele pediu pra falar com a minha namorada em busca de apoio, visto que sempre que ela precisa, eu sou o primeiro a estender a mão pra ela pra ajudar e tento sempre dar meu melhor.
Enfim, resumindo muito, antes de confessar que estava mal e precisava de ajuda e apoio, ela disse que não via nosso namoro rendendo frutos, funcionando ou que a distância nos fizesse bem. Que ela tinha sonhos, vontades e que em pensamento, sente que o namoro a prende em um lugar onde ela não vai crescer e não vai sair do lugar tão cedo por eu ser muito dependente e precisar muito dela (e isso ela mudou de visão nessas últimas semanas, que eu estava mal). Acontece que eu tenho sonhos que não dependem dela, quero morar fora, construir algo que seja só meu e ter sucesso e gostar do que faço profissionalmente. Sonhos que não dependem dela, mas que seriam COM CERTEZA melhores se ela estiver lá. E isso, pra ela, é dependência...
Ainda nessa conversa, ela disse que a distância faz mal desde a falta de carinho físico, aquele olhar, até quando bate tesão ou coisa do tipo, e começou com o mesmo discurso que minha ex fez quando terminou comigo em minha adolescência, que éramos muito jovens ainda, perguntando se eu pensava se ia ser a última pessoa na vida dela e vice versa e se seria uma opção abrir o relacionamento. Enfim, sou eu agora, pela segunda vez, enfrentando o mesmo medo de perder tudo que consegui em momentos de fragilidade e fraqueza e lutando pra não me quebrar. Terminamos a conversa pedindo desculpas por demorar a confessar que eu tava mal e ela pediu pra que eu deixasse uma abertura maior pra me apoiar e cuidar de mim também.
Os dias seguintes, bom, ela pediu um espaço, distância e temos conversado friamente e pouco durante o dia. Ela pediu pra que eu desse a abertura pra que ela pudesse me ajudar, mas parece que não vai ser o que vai acontecer. Tentei convencê-la a nos encontrarmos em um fim de semana largo ou fazer hora extra pra tirar os dias, mas ela recusou a oferta dizendo que não iria para o mesmo lugar 3 vezes seguidas.
Não existe nada que mais te faça perder o sono do que uma situação assim, e isso tem tomado boa parte da minha sanidade mental esses dias. É uma merda encontrar alguém legal, que esteja na mesma página que você sendo jovem e te faz ver o mundo com cor outra vez, e momentos depois, em uma fase mais introspectiva e ruim, por boa parte a perder em nome do que não se viveu e da frieza.
TL;DR - Empresa comprada me levou a um estado depressivo, namorada (à distância) percebeu a alteração de humor, concluiu que não evoluiríamos nos relacionando assim, pediu espaço, perguntou sobre abrir o relacionamento, além de dizer que o namoro E a distância a faz se sentir presa e de mãos atadas frente à realização de seus sonhos (que estão meio que longe de acontecer) e tem evitado todo tipo de atitude de nos falarmos por videochamada/chamada/encontro. Medo de perder tudo tomou conta da cabeça.
submitted by tiolazaro to desabafos [link] [comments]


2019.03.13 16:16 kerfeus Preciso escolher a alternativa menos pior.

Bom, vamos lá! Sempre fui tímido, por isso, tenho poucos amigos e meus relacionamentos amorosos sempre foram curtos (não mais que 1 mês) e esporádicos.
Por volta dos meus 18 anos eu descobri que realmente queria trabalhar com Design e também cheguei a conclusão de que, em algum momento da minha vida, eu iria morar fora do país.
Os anos foram passando e tentei duas vezes fazer graduações que são corelacionadas com Design (aqui onde eu moro não tem Design) e ambas tentativas foram sem sucesso. Em contraste, desde os meus 18 anos trabalho com Design (atualmente estou com 23) e realmente gosto da coisa. O meu único problema é com os salários oferecidos aqui na minha cidade, por isso no último ano comecei trabalhar como freelancer pela internet.
Já que gosto tanto de Design, meu trabalho é online e sempre quis sair do país, resolvi então botar em prática o meu plano de fazer uma graduação de Design em Portugal. Juntei uma grana, ganhei outra do inventário do meu pai e iniciei a parte burocrática no início desse ano.
Até aqui parece que tudo está indo muito bem, né? Mas trabalhar em casa pode ser extremamente solitário, especialmente quando vc não tem namorada e seus poucos amigos quase não saem com você. Por isso comecei a ficar depressivo e cheguei a conclusão que não seria saudável ir pra outro país morar sozinho nessas condições.
Comecei a apelar então para os famigerados apps de relacionamento para conversar com pessoas, sabe? E, pasmem, consegui um fucking encontro no primeiro mês usando esses trekinhos. Pra alguns isso pode ser uma coisa normal, mas eu estava a quase 2 anos sem sair com ninguém (é sério, minha boca estava com teia de aranha).
Eu realmente não pensava que iria conseguir alguma coisa por ser tímido e ter essa vida monótona de ficar em casa 98% do tempo. Na minha cabeça, se arrumasse uns contatinhos pra conversar no whatsapp de vez em quando, já estaria no lucro. O fato é que não só consegui um encontro, como tbm acho que ele foi prazeroso pra ambos tanto que já temos um day 2 em vista.
E aí entra o primeiro ponto. Não tenho como rejeitar uma relação mais íntima/duradoura pois sinto que é justamente isso que falta pra mim nesse momento. Ao mesmo tempo, como me relacionar alguém sabendo que nos próximos 6 meses aquilo terá que acabar por conta do meu muito provável intercâmbio? A primeira coisa que veio na minha cabeça foi:
"Ah, relaxa. Essa tua história com a menina pode não dar em nada."
Retruquei meu própio pensamento "Sim é verdade, mas você sabe muito bem que vc não consegue ter relacionamentos vazios. Vc sempre se envolve emocionalmente e, se não for com essa, provavelmente será com outra.

O meu dilema é que estou prestes a morar longe da minha Mãe, irmãos, amigos, cidade natal pela primeira vez na minha vida e isso por si só é uma barra pesada pro emocional de qualquer um aguentar. Penso que talvez não seja prudente colocar uma futura namorada na equação, especialmente quando essa seria praticamente a sua primeira namorada (Já tive uma antes mas, por diversos motivos, não considero uma experiência real de namoro). Por outro lado, quando vc tem 23 anos e poucas experiências sociais, vc não vai querer jogar fora a chance ter um relacionamento legal com alguém e talvez fazer até novos amigos.
Então, me isolo socialmente pra não conhecer novas pessoas e ferro com o meu psicológico, conheço novas pessoas e me permito ter relacionamentos e pioro drásticamente a experiência de partida, ou boicoto minha carreira e adio a experiência de ir pro exterior pra vivenciar essas coisas "novas" por mais tempo?
submitted by kerfeus to desabafos [link] [comments]